"Não se descuide de ser alegre - só a alegria dá alma e luz à Ironia, à Santa Ironia - que sem ela não é mais que uma amargura vazia." - Eça de Queiroz

sábado, 4 de novembro de 2017

Afetos (por Joana Montenegro)





Os afetos são o motor do navio,
Os alicerces das pontes em construção
E a bússola dos caminhos ramificados!
Os afetos são o brilho do luar,
A compaixão genuína pelo que nos rodeia
E a plantação de uma bondade sem preço!
Os afetos são anjos transformados em gestos,
Candelabros celestiais que iluminam o Mundo
E sinfonias duma música romântica!
Os afetos são cadeirões humildes,
Pedaços de salsa espalhados pelo chão cristalino
E a valorização da Natureza enquanto um ser igual!
Os afetos são sorrisos apaixonantes,
A literatura da vida mundana
E a poesia das estações do ano!
Os afetos são a alma dos imperfeitos
E a luz eterna da felicidade!

Jesus (por Bruno Teixeira)



Jesus is a suicidal guy
and he came to destroy the progressive order;
he intended only to kill strong minds
and make weakness feel stronger.
And now his army, ready to fight
and die for their blindness,
starts preaching a life of purity,
free of temptation and girl’s love,
by drinking Christ’s blood from a glass of wine
and eating a wafer made of the flesh of his spine.
And then the prophet died
for everyone, but not for me;
and then he reborn at the third day
for everyone, but not for me.

Femme-Fatale (por Bruno Teixeira)





Femme-fatale, what you’re gonna do to me?
Femme-fatale, will you set me free?
Oh, you’re a femme-fatale!
Lying on my bed
and keeping me warm tonight;
standing over my shoulders
and warming my soul for a while tonight.
Oh, what a femme-fatale!
So femme-fatale, what you’re about to do?
Now I know i’ts only up to you.
Oh, what a femme-fatale!
Riding on my soul,
and keeping me insane;
roaming on my sacred heart
and walking down my memory’s lane.
Oh, you’re a femme-fatale!

Expressões Livres (por Joana Montenegro)





As palavras fluem levemente,
Num tom calmo e transparente,
Com atitude e convicção!
Sob o olhar atento da liberdade,
Elas expressam a sua felicidade
Por estarem soltas da brutal ignorância
Que insiste em assombrá-las constantemente!
Num jardim verde com as suas tulipas amarelas,
Envoltas num manto azul e vermelho,
Criam inspiração aos poetas
Para as suas grandiosas obras!
O sol brilha e elas esvoaçam,
Como se fossem bailarinas
Dançando na claridade do dia!
À meia noite,
Numa simples tela branca,
Enchem-na com cores,
Tornando-a na obra
Mais rica e mais fantástica
De todo o Universo!
As palavras são a manifestação
De uma liberdade poética
E a transmissão de poderosas verdades!

Esquecimento (por Pedro Maia)





Hoje caí num esquecimento.
Foi uma sensação atroz.
Parecia um vazio, uma escassez de ideias,
Uma negrura fanática sem emoção, sem sentimento.
Só resta as memórias de uma infância feliz.
Oh esquecimento o que me trazes de novo?
Nada de nada; tudo de tudo.
Trazes a nostalgia da tua terra natal,
Daqueles tempos idos e não voltos.
Oh esquecimento que vens tu escamotear hoje?
Este silêncio de ideias mata-me por dentro.
Esta mentira corroi-me por fora, desde os pés à cabeça.
Até adormecer e nunca mais cordar.
O elétrico acabou de chegar. Esta prestes a partir.
Consigo apanha-lo a tempo.
A tempo de fugir deste esquecimento muribundo e ladrão,
Que tanta por tudo roubar os ideais que me são afetos.
Mas quem és tu no iceberg desta mente?
Um nada que parece tudo, mas que não passa de uma
Patranha que tenta iludir uma mente lúcida.
Tão lúcida quanto uma criança pode ser.
Quiçá um dia me possa voltar a lembrar.

Rainha dos meus sonhos (por Bruno Teixeira)





Rainha dos meus sonhos,
bailarina, meu Arlequim,
tu que pintas minha vida
com as flores do teu jardim.
Princesa inquieta
num banco de jasmins,
navegadora insaciante
num oceano de bergantins.
Rainha dos meus segredos,
guardiã da minha mocidade,
tu que guardas a chave
para a minha eternidade.
Infanta abençoada
no altar da catedral,
certamente que o mundo
nunca vira beleza tal.
Ai, como é belo o lirismo
sempre que há inspiração
vinda de uma donzela
que me rouba o coração.
Ai, como é tão belo
todo aquele sentimento,
oh rainha dos meus sonhos,
oh tu que vives no meu pensamento.
Rainha dos meus sonhos,
bailarina, meu Arlequim,
tu que pintas minha vida
com as flores do teu jardim.
Princesa inquieta
num banco de jasmins,
navegadora insaciante
num oceano de bergantins.
Infanta abençoada
no altar da catedral,
certamente que o mundo
nunca vira beleza tal.

Tentamos Mudar (por Vera Carvalho)





Tentamos mudar
Mas isto não mudou,
Tentamos acreditar
Quando tudo falhou
Eram dois mundos à parte
Que tentamos de tudo juntar,
Era difícil amar-te
Quando já tinhas com quem ficar
Ninguém aqui errou
Apenas não deu,
Tentei mudar o que sou,
Mas o problema não era eu
Ciúmes que não devia sentir
Acabaram por me magoar,
A saída mais fácil era fugir
Mas eu acabei por ficar… sempre
Apesar de nada ser diferente
E tudo estar sempre a piorar,
Ainda penso em ti constantemente
Apesar de estares longe do meu olhar
Será tarde para dizer-te
Que ainda és tudo pra mim?
Que não é fácil esquecer-te
Mesmo que eu me afaste de ti