"Não se descuide de ser alegre - só a alegria dá alma e luz à Ironia, à Santa Ironia - que sem ela não é mais que uma amargura vazia." - Eça de Queiroz

sábado, 4 de novembro de 2017

Ao longo destes tempos (por Vera Carvalho)





Ao longo destes tempos
Eu afastei pessoas por ti,
Pessoas que nutriam sentimentos
E que mesmo assim afastei de mim
Tudo porque eu não consegui
Esquecer aquilo que contigo vivi,
Fiquei rejeitando o que senti,
Porque só tinha olhos para ti
Fiz sofrer e também sofri
E parece que dura até hoje,
Continuas distante de mim
E cada vez é pior isto de estar longe
Eu não sei o que fazes comigo
Que eu não chego a pensar direito,
Só penso em estar apenas contigo
Seja onde for, seja de qualquer jeito
Tu sabes que me tens facilmente
E isto é um jogo que saio a perder,
Algo que deixa cego o coração e a mente
E eu já não sei se quero vencer
Porque sempre que perco
Eu perco-me em ti ,
E com esta definição
Acabei por definir o que sinto por ti
Nós não gostamos do fácil
Porque esse facilita tudo,
E apesar de não me seres alcançável
Nós de certa forma temos o nosso mundo
Até hoje tentei perceber isto que sinto
E não consegui responder à pergunta,
Já não sei se me mentes ou se te minto
Mas de qualquer forma o destino nos junta
Nós já desistimos tantas vezes
E isso acabou por resultar em nada,
Eu não quero que me deixes,
Porque sei que sem ti sou uma falhada
Tu sabes os meus medos,
As minhas fragilidades,
Tu tens os teus segredos
E as tuas prioridades
Eu não me sinto suficiente
Quando não te tenho por perto
Mas tu ainda não sabes o que sentes,
Não sabes se é errado ou certo
E eu quero alguém
Que saiba o que quer,
Que escolha o meu bem
Do que a outra coisa qualquer.

Emmie (por Bruno Teixeira)




(em honra de Vladimir Nabokov)


Alma pura, coração cego,
sentimentos que a razão não pode mudar;
santidade plena, inocência em sossego,
toda a santa sede que a água quer matar.
Num lugar onde a compaixão é soturna,
uma criança exerce o dom de ser traquinas
perante o olhar de um homem isolado
que, com a dor da sua alma cada vez mais noturna,
desdenha as peripécias do seu fado inacabado.
E, por entre a luz do sol que bate nas colinas
verdes de um horizonte certamente perdido,
o amor ao devaneio prevalece sobre a virtude
de um mundo que, por vezes, quer ser esquecido
de toda a alma cordial perdida pela juventude.
E eis que uma audaciosa criança
nunca perde a esperança….
… e ela chama-se Emmie.
Ela chama-se Emmie
e permanece na sua essência
perante um Rodion benevolente
em relação à sagrada ciência
de um coração que nunca mente.
E eis que um Cincinnatus comovente,
sem narcisismos morre lentamente
no buraco profundo d’uma ilusão
de que algum dia viverá no seu próprio coração.

Criança Amarga (por Bruno Teixeira)





Canto pela rua fora meus doces olhares sobre um campo
de malmequeres que permanece intacto na memória d’um povo;
nele percorre uma criança amarga que exercita suas traquinices
inocentes num lugar que, p’ra ele, não é nada de novo.
E milhares de melodias, numa marcha triunfal,
festejam sua vitória sobre a alegria da tristeza;
e as palavras que eu tão nostalgicamente cantava
eram as virtudes dos deuses que tanto adorava.

Capa Negra (por Bruno Teixeira)





Por entre as ruas da cidade,
Numa tépida noite ao luar,
Um jovem estudante entoa
Seus cânticos de saudade
À sua amada sem hesitar.
E, não obstante, sua alma voa
Por entre as estrelas do céu
Que, em concílio, choram
Suas doces lágrimas no véu
Do brilho que outrora foram.
E, em horas de solidão,
A capa negra consola o coração
De todo o choro e agonia
Que a sebenta matar jamais conseguiria.
E os velhos amores, a intensidade
Vivida debaixo do som do sino da Sé;
Toda a inocência sob os pilares da fé
Numa vida eterna em torno da mocidade.

A Luz Clara (por Joana Montenegro)






Quando as trevas invadirem o nosso espírito,
Não as afugentes!
Aprende a olhar positivamente para a desgraça
E encara a realidade com uma força inimaginável!
É com as tempestades que se colhe o sucesso,
A forma real da nossa personalidade
E que se visualiza a verdadeira coragem!
A vida possui tensões negras e súbitas,
Mas cabe aos verdadeiros guerreiros lançar a espada
E defender a indestrutível fortaleza!
É nos momentos de fraqueza
Que o leal e bravo se mostra,
Vence as batalhas
E é coroado como Corajoso!
A luz reluzente está ao fundo do longo túnel,
Embora possamos demorar anos a descobri-la,
Ela lá estará à espera do brilhantismo!
Reergue-te como a força de um moinho
E continua a percorrer a estrada fora,
Até deixares de ver o horizonte!

Mar Transparente (por Joana Montenegro)






O mar corre sereno,
Por entre as ondas azuis e calmas,
Sem responsabilidade e sem pressas!
O mar é a quietude da vida,
O florear de uma terapia natural e benéfica!
O mar é o conselheiro experiente das tempestades
E o tranquilizante das bonanças!
O mar é a terapia alternativa aos químicos
E o milagre da saúde frágil como a antiguidade!
O mar é a visão de um espírito desnorteado
E a sensação de paz instalada no coração pesado!
O mar é a pérola de quem o vê
E a esperança de um rumo significativo!
O mar transparente…
É valente e destemido…
Perigoso e Bravo…
E intempestivo como um terramoto!
Mar…
o Santo e o Satanás!

A Verdadeira Felicidade (por Joana Montenegro)






A felicidade é uma trilogia de chocolates
Um perfume de juventude
E uma maneira de vivermos plenamente!
A felicidade é a delicadeza da vida,
O aroma do positivismo
E o clarear de uma palete de cores!
A Felicidade é a autenticidade do mundo,
A suavidade da beleza
E o gosto pelos pequenos prazeres!
A felicidade é a fragrância das flores
O sabor a uma maresia de esperança
E a extrema alegria de frescura!
A Felicidade é cada pétala da mocidade,
A luz de um caminho puro
E a genuinidade de quem a toma como sua!
Como a felicidade é bela e doce!